28 de janeiro — Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo! Uma luta que também é sindical

O dia 28 de janeiro marca o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, uma data de reflexão, denúncia e, principalmente, de compromisso com a dignidade do trabalhador brasileiro.

A data foi instituída em memória aos Auditores-Fiscais do Trabalho assassinados em Unaí (MG), em 2004, enquanto investigavam denúncias de trabalho análogo à escravidão. Desde então, o dia se tornou símbolo da resistência contra uma das mais graves violações de direitos humanos ainda presentes no país.

Muitas pessoas acreditam que trabalho escravo é algo do passado. Mas a realidade mostra que ele ainda existe e, muitas vezes, de forma silenciosa, disfarçada em jornadas exaustivas, ausência de pagamento, condições degradantes, falta de registro, retenção de documentos e ameaças veladas.

O trabalho escravo contemporâneo não se caracteriza apenas por correntes físicas, mas por correntes econômicas, psicológicas e sociais.

Para a FEVASC e para os Sindicatos que representam as categorias do Asseio e Conservação, Vigilância e Transporte de Valores em Santa Catarina, essa data tem um significado ainda mais forte. São categorias que, historicamente, enfrentam situações de vulnerabilidade, descumprimento de direitos e, em casos extremos, condições que se aproximam do trabalho análogo à escravidão.

Por isso, o papel do Sindicato vai muito além da negociação salarial.

É o Sindicato que:

  • fiscaliza,
  • orienta,
  • denuncia,
  • acolhe o trabalhador,
  • e atua diretamente para impedir que abusos se transformem em exploração.

Cada denúncia recebida, cada trabalhador atendido, cada empresa cobrada, faz parte dessa luta diária pela dignidade.

Combater o trabalho escravo é defender:

  • salário pago corretamente,
  • jornada digna,
  • condições seguras de trabalho,
  • respeito à legislação,
  • e, acima de tudo, respeito à pessoa humana.

A FEVASC reafirma, neste 28 de janeiro, seu compromisso permanente com a defesa dos direitos dos trabalhadores. Onde houver abuso, haverá atuação sindical. Onde houver exploração, haverá denúncia. Onde houver trabalhador precisando de apoio, haverá o Sindicato presente.

Porque trabalho não é favor. Trabalho é direito. E dignidade não se negocia.