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Programas de combate à violência contra a mulher devem ser institucionalizados em estados e municípios

17/09/2012


 

A secretária executiva da secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, afirmou que o maior desafio do país é tornar os serviços de proteção a mulher institucionalizados nos estados e municípios. Para ela, esses serviços não podem ser programas de um governo ou outro, mas sim de uma política nacional.

Outro ponto citado pela secretária é a destinação de recursos para essas políticas. Para este ano a secretaria conta com R$ 37 milhões que são distribuídos aos estados mediante convênios. Mas ela afirma que os estados e municípios devem destinar recursos próprios para os serviços.

A rede de enfrentamento à violência contra a mulher conta com aparatos como recebimento de denúncias [Ligue 180] e abrigo de mulheres que correm risco de morte [casas abrigo]. No entanto, o número de espaços destinados à proteção e ao acolhimento das vítimas atinge menos de 10% dos municípios. E muitas vezes as Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher, funcionam de forma precária e sem equipamentos adequados ao atendimento humanizado.

A secretária afirma que as prioridades do governo na destinação de recursos este ano foi para ampliação dos serviços especializados de proteção e atendimento às mulheres, como a implementação de novas casas abrigo e centros de referência, o que não exclui a preparação de novos servidores. “Até 2015, a meta do governo é aumentar para 30% o número de municípios com acolhimento a mulheres violentadas”, diz Aparecida.




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