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Pobreza mundial em números

Autor: Fonte: UGT/SC

Se é pelos números que nos dizem que tudo tem ser assim, nada melhor que olhar alguns números para perceber o que é mesmo este “ser assim”.Estes números foram traduzidos colocados aqui e retirados a partir daqui por Atilio A. Boron, director do PLED, Programa Latinoamericano de Educación a Distancia em Ciências Sociais, Buenos Aires, Argentina.“População mundial: 6.800 bilhões, dos quais... 1,020 bilhão são desnutridos crónicos (FAO, 2009)2 bilhões não possuem acesso a medicamentos (http://www.fic.nih.gov/)884 milhões não têm acesso à água potável (OMS/UNICEF, 2008)924 milhões estão "sem tecto" ou em moradias precárias (UN Habitat, 2003)1,6 bilhão não têm electricidade (UN HABITAT, "Urban Energy")2,5 bilhões não têm sistemas de drenagens ou saneamento (OMS/UNICEF, 2008)774 milhões de adultos são analfabetos (http://www.uis.unesco.org/)18 milhões de mortes por ano devido à pobreza, a maioria de crianças menores de 5 anos (OMS).218 milhões de crianças, entre 5 e 17 anos, trabalham precariamente em condições de escravidão e em tarefas perigosas ou humilhantes, como soldados, prostitutas, serventes, na agricultura, na construção ou indústria têxtil (OIT: A eliminação do trabalho infantil: um objectivo ao nosso alcance, 2006).Entre 1988 e 2002, os 25% mais pobres da população mundial reduziram sua participação na renda global de 1,16% para 0,92%, enquanto os opulentos 10% mais ricos acrescentaram mais às suas fortunas, passando de dispor de 64,7% para 71,1% da riqueza mundial. O enriquecimento de uns poucos tem como seu reverso o empobrecimento de muitos.Somente esse 6,4% de aumento da riqueza dos mais ricos seria suficiente para duplicar a renda de 70% da população mundial, salvando inumeráveis vidas e reduzindo as penúrias e sofrimentos dos mais pobres. Entenda-se bem: tal coisa se conseguiria se simplesmente fosse possível redistribuir o enriquecimento adicional produzido entre 1988 e 2002 dos 10% mais ricos.